Em discussão estiveram temas como a sustentabilidade e o financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou as margens dos operadores privados para manter a atividade com qualidade e segurança com cortes administrativos, no que concerne à ADSE.

O presidente da APHP considera que as parcerias público-privadas (PPP) têm de ser “protegidas dos extremismos ideológicos”, porque são uma parte importante do sistema de saúde e benéficas para o Estado.

“As PPP dão lucro e isso é uma evidência que não dá margem para contestação; é matéria de facto. É evidente que se pode discutir a opção ideológica subjacente, mas não os resultados”, defende o economista, que foi secretário de Estado da Saúde e é também vice-presidente do Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP – Confederação Empresarial de Portugal.

“Todos os estudos disponíveis, de universidades, Tribunal de Contas, ou do Ministério das Finanças, mostram que os contratos em PPP cumpriram com os objetivos, permitindo ao Estado poupar cerca de 20%, face às demais instituições do serviço público”, afirma. “Esta informação está disponível no site da ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde] e permite comparar os custos-padrão por doente nos diversos hospitais, que são inferiores nos hospitais em PPP”.

Por isso, diz, as PPP são “um bom negócio para o Estado, cumprindo escrupulosamente os serviços previstos nos contratos”.

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