As declarações de Trump surgem horas depois do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla inglesa) ter anunciado que a administração está a dar às seguradoras privadas a possibilidade de negociarem os preços das prescrições através do programa Medicare Advantage. Alex Azar, secretário da HHS, afirmou que esta decisão vai “reduzir os preços de alguns dos remédios mais caros que os idosos usam”.

As prescrições que serão alvo deste plano são as abrangidas pelo Medicare Part B, em que os medicamentos são atualmente pagos ao seu custo, acrescentando uma taxa percentual para médicos, com os gastos desse programa a atingirem os 25,7 bilhões de dólares em 2015. Ao escolherem o Medicare Advantage, os pacientes poderão fazer os tratamentos por fases, o que inclui terapêuticas menos dispendiosas antes de avançar para medicamentos mais caros.

Seema Verma, administradora dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid, afirmou que esta prática já é “muito usada” no setor privado. Os gestores de qualidade no sector farmacêutico (PBMs, na sigla inglesa), juntamente com a Associação de Gestão de Cuidados Farmacêuticos (PCMA, na sigla inglesa), consideram a mudança como “um passo importante para reduzir os custos para o programa e beneficiários”. O PCMA acrescentou que “alguns dos medicamentos mais caros são encontrados no Medicare Part B, onde os PBMs atualmente não desempenham nenhum papel significativo”.

No final de maio, o presidente Donald Trump disse que as companhias farmacêuticas iriam anunciar um corte “massivo” nos preços dos medicamentos dentro de duas semanas, sem adiantar quais seriam as empresas ou como é que essas reduções se iriam processar.

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