Em causa está o projeto Aldeia Feliz, promovido pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho, que em articulação com a Câmara de Paredes de Coura e as juntas de freguesia, está a fazer, entre os dias 10 e 12 de julho, uma intervenção comunitária na área da promoção da saúde, visitando os idosos pelas freguesias, nos seus domicílios e meio natural de vida.

“A sinalização dos idosos que vivem mais isolados foi feita pelas juntas de freguesia. Durante os três dias do projeto, os alunos irão visitar cerca de 200 pessoas nas 21 freguesias do concelho”, explicou Maria José Moreira, esta terça-feira que marcou o início do projeto.

A responsável adiantou que “a iniciativa vai permitir levar mais conforto e companhia aos idosos que vivem sozinhos e isolados, proporcionando uma oportunidade para que possam conversar com os alunos e serem aconselhados sobre os cuidados a ter com a saúde”.

“No concelho temos a Unidade Móvel de Saúde que faz esse trabalho, mas consideramos que nunca é demais levar este tipo de assistência aos nossos idosos”, reforçou Maria José Moreira.  Por outro lado, destacou, a ação “permite aos estudantes uma aproximação à realidade”.

“Para os alunos, esta formação e este contacto com a realidade é muito importante. É com muito bons olhos que o município vê esta iniciativa da Universidade do Minho, um parceiro regular da autarquia”, disse.

Até quinta-feira, os 25 universitários vão percorrer as 21 freguesias do concelho, “acompanhados pelos presidentes de junta, que conhecem com mais propriedade a realidade dos idosos, levando porta a porta conforto especialmente aos mais vulneráveis, em razão da idade, do estado de saúde, do isolamento e carências sócio afetivas”.

Os 25 estudantes, “organizados em cinco equipas, vão colocar em prática os conhecimentos adquiridos, fazendo rastreios e avaliação de parâmetros de saúde, avaliação do ambiente e condições no domicílio, sensibilização para o risco de quedas, hábitos alimentares, bem como outras informações de promoção da saúde e bem-estar das pessoas idosas”.

Serão ainda efetuados registos em grelhas e questionários, para avaliar os resultados individuais, sendo que no final da iniciativa será realizada uma avaliação coletiva, por freguesia.

LUSA/SO