Os hospitais EPE (que tem estatuto de entidades públicas empresariais) excederam os gastos que estavam previstos nos seus orçamentos em 165 milhões de euros. Este valor foi tornado público através do Boletim da Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização (UTAM) do Setor Público Empresarial, referente ao ano passado. Trata-se de um aumento de 203 milhões em comparação com 2016, avança o Correio da Manhã.

O documento revela um montante de prejuízos de 243 milhões de euros nas empresas do Setor Empresarial do Estado, embora este valor represente uma melhoria de 17% em relação a 2016. Para este resultado, diz o Boletim, “contribuíram maioritariamente as empresas do setor da saúde”, que registaram um “desvio negativo de aproximadamente 97 milhões de euros”. Quanto à dívida total, esta deveria ter sido reduzida para um valor a rondar os 25 mil milhões de euros mas, em 2017, manteve-se nos 31,5 mil milhões.

Este documento da UTAM mostra que o prazo médio de pagamentos das empresas públicas aumentou para quase três meses (89 dias) no final do ano passado. Mais uma vez, é a saúde a grande responsável por piorar os números. Este setor demora, em média, 157 dias a pagar, mais 15 do que no ano anterior.

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