Foi a conjugação de uma extensa época gripal e de um inverno muito frio que fez subir o número de mortes em Portugal nos primeiros cinco meses deste ano. De janeiro até maio houve 52.433 óbitos, mais três mil do que o mesmo período de 2017.

Os números foram divulgados esta segunda-feira pela Direção Geral de Saúde (DGS). O organismo liderado por Graça Freitas justifica o aumento, em comunicado, com “uma época gripal alargada, com a circulação de outros vírus que causam infecções respiratórias e complicações associadas, bem como o frio que se fez sentir no início deste ano, com maior reflexo junto da população mais idosa”.

A maioria destes óbitos (61%) atingiu pessoas com mais de 80 anos e mais de 70% das pessoas que faleceram tinham mais de 75 anos. O aumento do número de óbitos é já recorrente todos os anos, porque é cada vez maior o número de portugueses nas classes etárias mais avançadas – em resultado do aumento constante da esperança média de vida, tanto para os homens como para as mulheres.

Os dados do Sistema de Vigilância da Mortalidade, divulgados pela DGS, mostram que houve uma diminuição da mortalidade prematura (que ocorre antes dos 70 anos), atingindo o valor mais baixo de sempre e ficando, até, “abaixo das metas definidas pela Organização Mundial de Saúde”.

Saúde Online