O primeiro-ministro recordou ontem a conversa que teve com António Arnaut no sábado, em que este lhe pedia para aguentar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), pedido que António Costa diz ser uma responsabilidade sua e do país.

“Ó Costa, aguenta lá o SNS”, disse António Arnaut ao primeiro-ministro, no sábado, quando António Costa procurava saber se o ‘pai’ do Serviço Nacional de Saúde poderia estar presente no Congresso do PS, que se realiza no próximo fim de semana, na Batalha, Leiria.

Segundo o primeiro-ministro, António Arnaut informou-o de que estava internado e que, se calhar, não poderia estar presente no congresso, mas que falaria a meio da semana com o secretário-geral do PS para saber se poderia mandar uma mensagem.

No telefonema, a despedir-se, o cofundador do Partido Socialista pediu a António Costa para aguentar o SNS.

“E sim, meu caro António Arnaut, vamos aguentar o SNS, nesta geração e nas próximas gerações porque o SNS veio para ficar e é, seguramente, uma das grandes marcas e grandes dádivas do Portugal de Abril”, vincou o primeiro-ministro, que discursava durante as cerimónias fúnebres.

Para o líder do Governo e do Partido Socialista, António Arnaut deixou “um filho” que tem de ser cuidado e que irá perdurar “além da nossa própria existência e da existência de António Arnaut, o SNS”.

António Costa assume o pedido que Arnaut lhe deixou no sábado como uma responsabilidade sua, enquanto líder do Governo, mas também como “uma responsabilidade coletiva” e “uma vontade coletiva”.

“Muito obrigado, António Arnaut”, concluiu António Costa.

Os discursos do primeiro-ministro e do presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, foram entrecortados por momentos musicais da Orquestra Clássica do Centro, na antiga igreja do Convento São Francisco, espaço onde foi apresentado este ano o livro que António Arnaut escreveu com o médico bloquista João Semedo, onde apresentava propostas para uma nova Lei de Bases da Saúde.

LUSA

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