“Com uma redução de cerca de 10mm nos valores de tensão arterial, estamos a reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 25%.”, afirma o Prof. João Morais, presidente da SPC, citado em comunicado.

Contudo, a SPC defende que é necessária uma redução dos valores a nível global: “A pressão arterial é muito pouco controlada, e apenas 25% dos europeus com hipertensão estão controlados, sendo que este número desce abruptamente para 10% quando se fala dos africanos e dos asiáticos”, assim é descrito em comunicado. Tal pode ser explicado pelo carácter assintomático da doença, que leva a que os doentes considerem seguro não seguir a medicação prescrita, e pelo custo associado à terapêutica que faz com que “mesmo em países desenvolvidos, muitas pessoas não consigam comprar os medicamentos”.

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta ainda para o consumo excessivo de sal, para o sedentarismo, a obesidade e altos níveis de colesterol como fatores de risco para a HTA, reforçando ainda que “para reduzir a probabilidade de um evento cérebro-cardiovascular, bem como a mortalidade e incapacidade associadas à hipertensão arterial, recomenda-se que a pressão sistólica seja inferior a 120 e a pressão diastólica inferior a 75”.

“A Hipertensão é um problema que raramente existe de forma isolada, sendo agravado pelo facto de estar quase sempre associado a outras doenças cardiovasculares, tais como o Acidente Vascular Cerebral, a doença isquémica, a Insuficiência Cardíaca e doença renal crónica”, sublinha.

Neste Dia Mundial da Hipertensão, assinalado hoje, a SPC considera que a melhor forma de ultrapassar este problema “passa pela educação das pessoas, ou seja, pelo aumento da literacia na área da saúde por parte da população” com a ajuda dos profissionais de saúde e com a união das diferentes especialidades, uma vez que é um problema que afeta diferentes vertentes médicas.

COMUNICADO/SO