A Associação Careca Power, que foi apresentada, no Porto, pretende criar um movimento nacional para “esclarecer, apoiar, integrar e acarinhar” todos aqueles que lutam contra o cancro, bem como os seus familiares e cuidadores.

Em declarações à Lusa, a presidente da Careca Power, Miriam Brice, explicou que a associação, sem fins lucrativos, nasceu a partir de um grupo de Facebook, com o mesmo nome, que já existe há alguns anos e tem mais de mil membros, todas mulheres e todas doentes oncológicas.

“É um grupo de partilha e por isso é que é restrito ao sexo feminino. Foi no seio deste grupo que percebemos a necessidade de defender os direitos do doente oncológica em Portugal”, disse. Foi ao perceber “a necessidade de dotar este instrumento de uma força institucional que não tinha” que se avançou para a criação da associação.

Ao contrário do grupo, a associação “não se restringe a mulheres – acolhe doentes, famílias, cuidadores e amigos da causa; quer unir as pessoas à volta deste problema que é de todos”, explicou Miriam Brice.

“Já como grupo levávamos a cabo muitas ações de ajuda e de intervenção na causa oncológica, como por exemplo a defesa da petição do Justo Trabalho de Serviço para o Doente Oncológico, que é absolutamente importante e absurdamente necessária”, salientou a responsável.

Atualmente a sede da associação Careca Power funciona na Amadora (distrito de Lisboa), num espaço cedido pela viúva de um doente oncológico, mas o objetivo é “criar vários núcleos pelo país, que ainda estão a ser estruturados”.

“Temos tanta gente no grupo Careca Power que conseguimos ter alguém ao lado do hospital, quando é necessário. Essa pessoa consegue estar lá em cinco minutos, isto acontece todos os dias. Somos pelo afeto, porque muitas vezes é isso que falta, mais do que qualquer outra coisa”, afirmou Miriam Brice.

A Associação Careca Power pretende preencher as lacunas e necessidades que detete nas vertentes legal, económica, profissional, de saúde, social e afetiva/emocional, apoiando ou levando a cabo iniciativas que contribuam para uma maior dignidade e melhor qualidade de vida dos doentes oncológicos.

O grande objetivo é que “neste país nenhum doente oncológico se volte a sentir sozinho”.

LUSA