A PSP participou ao Ministério Público um caso de agressões a profissionais da urgência do Hospital de São João, no Porto, e posterior tentativa de atropelamento do polícia que procurava deter os envolvidos, disse esta quarta-feira fonte do Comando Metropolitano.

Falando à agência Lusa, o oficial de serviço na PSP do Porto contou que cerca de dez pessoas estiveram envolvidas nos desacatos, mas só duas foram identificadas.

Trata-se de uma pessoa que deu entrada na urgência como doente e de outra que ali foi como acompanhante. O caso registou-se pouco depois das 23:00 de terça-feira.

Na sequência de uma alegada demora de atendimento do doente, foram agredidos dois enfermeiros, um auxiliar e um segurança.

“Um dos enfermeiros necessitou de ficar internado”, disse a fonte policial contactada pela Lusa.

O agente da PSP em serviço no posto policial do hospital tentou fazer detenções e chegou mesmo a concretizar disparos de intimidação, para o ar, mas não evitou a fuga dos envolvidos, que chegaram mesmo a tentar atropelá-lo.

A PSP destacou para o local várias reforços e acabou por dispersar os agressores.

Entretanto, o Centro Hospitalar de São João (CHSJ), no Porto, anunciou a abertura de um inquérito interno para esclarecer “todas as circunstâncias” da agressão “selvática” a quatro profissionais do Serviço de Urgência, registada na noite de terça-feira.

Em comunicado enviado à Lusa, o conselho de administração do CHSJ refere ainda que comunicou os factos às autoridades competentes e manifesta “toda a solidariedade” para com os profissionais envolvidos.

O CHSJ diz que o doente “foi triado de acordo com os procedimentos normais e cumprindo todos os tempos previstos”.

“Repentinamente, o doente e acompanhantes referidos agrediram selvaticamente quatro profissionais do Serviço de Urgência”, acrescenta.

LUSA/SO

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