A Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Médicos (OM) acusou a ARSC, na quarta-feira, de colocar em causa a saúde dos doentes, depois de as viaturas daquela entidade estatal terem estado paradas por falta de seguro automóvel.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Ordem afirmava que tratamentos domiciliários de enfermagem e outros serviços de saúde não foram realizados durante vários dias na região Centro por falta de seguro das viaturas da ARSC, tal como informaram na terça-feira dois sindicatos e uma associação profissional.

A OM diz ser “chocante e incompreensível a atual gestão protagonizada pela Administração Regional de Saúde do Centro, que não consegue acautelar as necessidades básicas de funcionamento das unidades de cuidados de saúde primários”.

“Quem não consegue resolver problemas tão básicos estará à altura de tão importante e complexa missão de organizar os serviços de saúde da região Centro? Duvidamos disso”, afirma o presidente da SRC da Ordem, Carlos Cortes, citado na mesma nota.

A ARSC, em nota enviada hoje à agência Lusa, “nega perentoriamente que tenham ocorrido situações em que a saúde de doentes tenha sido posta em causa”.

O instituto público, presidido por Rosa Reis Marques, “reitera que, no decurso do processo de concurso para aquisição de seguro da frota automóvel, não se verificaram situações de rutura nos agrupamentos de centros de saúde da região Centro, quer a nível de medicamentos quer de cuidados domiciliários”, sublinha.

“Relativamente ao Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira”, a ARSC “informa que, entre o dia 05 (sexta-feira) e 09 de janeiro, foram feitos 120 domicílios, não tendo ficado nenhum pendente”, assegura a mesma nota da ARSC.

De acordo com um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, divulgado na terça-feira, no Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira, a frota automóvel estava parada e várias extensões de saúde “sem apoio de enfermagem” e administrativo.

LUSA/SO

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