No âmbito do Dia Mundial da Diabetes é relançado o portal diagnosticoprecocediabetes.com.pt que se dirige aos doentes, cuidadores, pré-diabéticos e grande público e é composto por dicas, recomendações, testemunhos e documentos, como o questionário de avaliação de risco, que permitem um diagnóstico precoce desta patologia.

O endocrinologista Francisco Sobral do Rosário explica que o objetivo do Portal ‘Diagnóstico Precoce Foco na Diabetes’ “é disponibilizar às pessoas diabéticas e familiares todos os meios que permitam aumentar a informação útil para decisões futuras”.

O objetivo global do projeto digital, que também conta com uma página de Facebook já com cerca de 5.200 seguidores, é contribuir de forma ativa e responsável para a melhoria dos indicadores da diabetes em Portugal.

O especialista, que é também assistente de Diabetologia e de Endocrinologia da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, relembra que o Observatório Nacional da Diabetes 2015 identificou a existência de “168 novos casos de diabetes todos os dias” e que “mais de um milhão de portugueses com idade compreendida entre os 20 e os 79 anos sofre de diabetes”.

Francisco Sobral do Rosário comentou ainda que há um grande número de pessoas não diagnosticadas e que “a percentagem de pessoas com diabetes é claramente superior no sexo masculino, sendo que também o número de pessoas com diabetes não diagnosticada é muito superior no sexo masculino, relativamente ao feminino. O que mostra que os homens têm mais comportamentos de risco e recorrem menos ao médico, não fazendo o diagnóstico precoce”.

Medidas como taxar os produtos alimentares com mais açúcar são encaradas como uma esperança. “Espera-se que tenham impacto, mas não sabemos. A alimentação mais barata é de pior qualidade, tem mais açúcar, mais gordura e mesmo sendo taxada continua a ser mais barata. Esta é uma medida útil, mas seria mais útil a promoção de hábitos alimentares saudáveis e da atividade física”, diz Francisco Sobral do Rosário.

O especialista alerta ainda para a falta de diagnóstico desta patologia e defende que “a diabetes é uma doença comportamental”, por isso a promoção de comportamentos saudáveis “é uma grande prioridade”.

SO/SP