O procedimento evita as sequelas que a doença causa, a longo prazo, e tem um impacto significativo na melhoria da qualidade de vida e longevidade dos doentes.

De acordo com Rui Ribeiro, da Sociedade Portuguesa de Cirurgia da Obesidade e Doenças Metabólicas, “o tratamento cirúrgico da obesidade, nomeadamente o bypass gástrico, com efeito direto na remissão da diabetes tipo II, é uma das primeiras e a maior novidade da medicina do Século XXI. Após a cirurgia, verifica-se que os doentes diabéticos, além de emagrecerem, deixam de precisar de tomar medicamentos, muitas vezes no dia seguinte à operação, o que indicia tratar-se de um efeito direto e não consequente ao emagrecimento”.

“A diabetes tipo II entra em remissão, os doentes deixam de tomar a medicação e normalizam os níveis de açúcar no sangue. Outros parâmetros de avaliação dos efeitos da diabetes, como a Hemoglobina A1C, revelam uma melhoria que contrasta com os resultados mais limitados do tratamento médico”, complementa.

O cirurgião explica ainda o que acontece aos efeitos colaterais causados pela diabetes: “O diabético tipo II de hoje pode deixar de o ser amanhã e, sobretudo, pode aumentar a sua qualidade de vida e libertar-se do espectro de complicações desta terrível doença, como a aterosclerose, as doenças cérebro-cardiovasculares, cegueira e insuficiência renal crónica, entre outras”.

A diabetes é a terceira causa de morte em todo o mundo e 80% dos diabéticos portugueses têm excesso de peso ou obesidade. Para o êxito deste novo tipo de tratamentos muito contribuem os novos desenvolvimentos tecnológicos da indústria da engenharia cirúrgica. Neste caso particular, a Medtronic, empresa líder em tecnologia médica, tem contribuído decisivamente com soluções que permitem cirurgias mais seguras e eficientes, prolongando a vida de pessoas que sofrem de doenças crónicas.

Comunicado/SO