Cerca de 199 milhões de mulheres vivem, em todo o mundo com diabetes, valor que as estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam que vai aumentar ainda mais, chegando aos 313 milhões até 2020.

Sob o lema ‘Mulheres e a Diabetes: Direito a um Futuro Saudável’, o que se pretende é chamar a atenção para um problema de saúde que, embora afete tanto homens como mulheres, tem algumas especificidades no feminino que importa realçar, como alerta a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

“Mais de 15% das grávidas portuguesas têm diabetes gestacional”, confirma Estevão Pape, Coordenador do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus (NEDM) da SPMI. “E embora este seja um problema que normalmente termina quando o bebé nasce, aumenta o risco da mãe  vir a ser diabética no futuro,, acrescenta.  “Há uma memória que fica. E se a mulher tiver história familiar da doença ou se aumentar de peso, o risco de vir a ter diabetes é maior. Ou seja uma em cada duas mulheres com diabetes gestacional terá diabetes mellitus”.

A diabetes é uma doença em que os internistas estão altamente  envolvidos e empenhados no seu tratamento através da sua atividade hospitalar e em consultas diferenciadas  em especial porque a sua prevalência não tem parado de aumentar no nosso país, existindo mesmo consultas de Diabetes e Gravidez em muitas unidades hospitalares, da responsabilidade destes especialistas. Os Internistas estão no topo da preocupação. com a diabetes e a Medicina Interna é uma especialidade chave no acompanhamento de pessoas com diabetes , sem esquecer nunca que em ligação com a Medicina Geral e Familiar estão no contacto direto com a pessoa com diabetes . Nos Serviços de Medicina Interna mais de 30% dos doentes internados são diabéticos o que nos traz enorme responsabilidade.

“A diabetes é uma doença com uma prevalência enorme em Portugal. Estima-se um milhão de pessoas diagnosticadas, às quais se juntam outras 500.000 que não sabem que têm com a doença. É, por isso, essencial estar atento, consultar regularmente um médico, procurar ter estilos de vida saudáveis. As pessoas têm que ter cuidado para não se deixarem aumentar de peso, controlar a sua pressão arterial, ter atenção ao colesterol…”

Neste Dia Mundial da Diabetes, o especialista deixa o alerta: “é preciso que a população em geral esteja atenta, assim como os organismos que tutelam a saúde e a classe médica, porque a diabetes afeta  grande parte da população e é muito fruto da desatenção”.

De acordo com a Federação Internacional da Diabetes, responsável pela escolha do tema que norteia o Dia Mundial da Diabetes, esta é a nona causa de morte entre mulheres a nível global, estando na origem de 2,1 milhões de óbitos todos os anos. Resultado das condições socioeconómicas, são muitas as mulheres e meninas com diabetes obrigadas a enfrentar barreiras ao acesso à prevenção, deteção precoce, diagnóstico, tratamento e cuidados de saúde, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento.

Comunicado/SO