Os dados foram divulgados pela Convite AC, uma Organização Não Governamental (ONG) que monitoriza o sistema de saúde venezuelano e promove os direitos sociais para todas as pessoas.

Segundo a Convite, a média de escassez de medicamentos para a diabetes é de 91,7%, com a cidade de Maracaibo a registou o maior falta (96,1%), seguida por Nueva Esparta (91,7%), a Área Metropolitana de Caracas (91,1%), Barquisimeto (87,7%) e Mérida (78,2%).

Por outro lado, a média de escassez de medicamentos para a hipertensão é de 94%, tendo sido registada a maior ausência em Caracas e Maracaibo, ambas cidades com 97,5% cada, seguindo-se Nueva Esparta (88,9%), Barquisimeto (85,8%) e Mérida com 73,1%.

Com uma média 96,8% de escassez de medicamentos para tratar da diarreia, a cidade de Caracas e Maracaibo registam as maiores faltas (99% cada), seguidas por Nueva Esparta (95,8%), Barquisimeto (92,1%) e Mérida (76,9%).

Segundo a Convite, há ainda 95,3% de escassez de medicamentos para tratar as infeções respiratórias agudas, uma situação que afeta principalmente Mérida (97,1%), seguindo-se Nueva Esparta (96,4%), Caracas e Maracaibo (95,8% cada) e Barquisimeto (92,1%).

“Em geral, os dados conseguidos pelas investigações são similares aos índices de escassez global de medicamentos, que têm sido feito públicos por agrupações não governamentais e câmaras farmacêuticas”, explica.

Na Venezuela é cada vez mais frequente as queixas da população sobre dificuldades para conseguir medicamentos, no mercado local, tanto para tratamentos especializados como para básicos.

São também cada vez mais frequentes as queixas de altos preços dos produtos, por exemplo para a diabetes, para os quais é necessário 40% do salário mínimo nacional, para 15 dias de tratamento, por exemplo com Metformina.

LUSA/SO/SF