A sessão de formação, que se realiza no âmbito do European Restart a Heart Day, envolve mais de 80 formandos e um total de 17 Instrutores.

Os objetivos da sessão são promover a formação em Suporte Básico de Vida junto da população e salientar que todos podem e devem ser parte da cadeia de sobrevivência, aprendendo a identificar e atuar devidamente perante uma vítima em paragem cardiorrespiratória.

A iniciativa conta com o apoio do Conselho Português de Ressuscitação na certificação do evento, bem como apoio da Camara Municipal de Cascais, Escola Salesianos de Manique e da Medtronic Portugal.

Na Europa, a morte súbita cardíaca é uma das principais causas de morte. Todos os anos são afetados cerca de 55 a 113 indivíduos por cada 100.000 habitantes, ou seja, um total entre 350.000 a 700.000 indivíduos/ano são vítimas de paragem cardiorrespiratória. Perante a ausência de reanimação cardiopulmonar (RCP) por uma testemunha, a probabilidade de sucesso diminui 10-12% a cada minuto.

“Em toda a Europa há uma paragem cardíaca súbita a cada 45 segundos”, refere Miguel Ângelo, Enfermeiro e membro do Conselho Português de Ressuscitação. “Após paragem cardíaca extra-hospitalar, a reanimação cardiopulmunar por testemunhas (Bystander) aumenta o período disponível para uma reanimação bem-sucedida e, no mínimo, duplica a probabilidade de sobrevivência após paragem cardíaca por fibrilhação ventricular (ritmo cardíaco caótico)”, acrescenta o responsável. “Apesar de a sua importância ser bem aceite, na maioria dos países europeus a reanimação cardiopulmunar é efetuada apenas numa minoria dos casos (cerca de 30%)”, sublinha.

Comunicado/SO