Em causa está um tipo de arroz, da marca Cordão Azul, e o queijo, Loreto, denunciados por cidadãos nas redes sociais como impróprios para o consumo humano, alegadamente por serem de plástico.

Em comunicado, a ECODIMA diz que tem notado que subsistem ainda dúvidas e receios por parte dos consumidores, mesmo após o devido esclarecimento da inspeção geral do Ministério do Comércio de que “os referidos produtos não constituem nenhum risco para a saúde humana”.

A associação refere que tem como associados empresas com elevado rigor no controlo da qualidade e segurança alimentar, algumas delas tendo mesmo aplicado Sistemas de Gestão da Qualidade de referência internacional.

Segundo aquela associação, atualmente os produtos comercializados pelas empresas associadas da ECODIMA são submetidos a rigorosos controlos analíticos e organolépticos, quer nos seus países de origem quer à entrada em Angola.

“E só os produtos que têm resultados favoráveis, ou seja, que não comprometem de modo algum a saúde do consumidor, são colocados no mercado”, refere a associação.

“Os produtos que entram em Angola são liberados por entidades competentes no seu país de origem, que conferem a qualidade e segurança alimentar dos mesmos, através de inspeções aos locais de produção e aos produtos e de análises microbiológicas e físico-químicas realizadas aos mesmos”, acrescenta ainda o documento.

Após essa inspeção são emitidos certificados fitossanitários pelas entidades competentes de Angola, que validam estas liberações feitas pelos países de origem aos produtos.

Já em Angola, antes de serem liberados para comercialização, todos os produtos são submetidos a um controlo analítico, por laboratórios nacionais competentes, que conferem a conformidade dos mesmos, salienta o comunicado.

“Nos últimos tempos, temos sido surpreendidos com comentários nas redes sociais relacionados com a segurança alimentar dos produtos, que conforme tem sido averiguado pelas entidades competentes de Angola, através de análises microbiológicas e físico-químicas, trata-se de produtos próprios para consumo, ou seja, produtos com segurança alimentar, que não representam qualquer tipo de perigo para a saúde do consumidor”, refere a associação.

De acordo com a ECODIMA, o que acontece é que “os consumidores confundem as características organolépticas de um produto (embalagem, aspeto, sabor, cheiro, textura, consistência e formato), com a segurança alimentar do mesmo”.

“Foi o que aconteceu com uma marca de queijo de referência presente no mercado, um dos exemplos de produto que foi colocada em causa a segurança alimentar do mesmo, mas já foi clarificado pelo Ministério do Comércio, que não há motivos de alarme”, adianta.

A ECODIMA reitera que análises feitas ao produto, atestam que o queijo Loreto, comercializado nas lojas dos seus associados está conforme as suas características normais e obedece a especificação técnica exigível, não oferecendo qualquer perigo à saúde dos consumidores.

Além do queijo, os testes efetuados por três laboratórios diferentes atestaram que o suposto arroz de plástico, proveniente da Tailândia e comercializado no país, é próprio para consumo humano.

LUSA/SO/SF

 

Gedeon Richter