“Temos feito um esforço grande há cerca de ano e meio para provar que é possível reconstruir um país devastado, conciliando rigor e exigência orçamental com responsabilidade social”, disse o ministro, durante 1.º aniversário do Programa Abem: Rede Solidária do Medicamento, que decorreu no Seixal.

O ministro da Saúde referiu ainda que “para recuperar um país, não tem que ser em cima da devastação dos mais pobres e mais fracos que o Estado deve ir buscar os meios que perdeu noutras zonas, que não devia ter perdido se estivesse mais atento e vigilante”.

Adalberto Campos Fernandes elogiou o “projeto Abem”, lançado pela Associação Dignitude com o objetivo de permitir a todos os portugueses em situação de carência o acesso aos medicamentos de que precisam.

“O Estado não deve demitir-se das suas responsabilidades de serviço público, mas não existe nenhum Estado do mundo que consiga fazer tudo sozinho”, afirmou.

O ministro adiantou que o Governo tem estado a trabalhar em conjunto com a indústria farmacêutica, a nível nacional e internacional, para que os medicamentos sejam cada vez mais baratos e que os genéricos de qualidade sejam mais acessíveis.

“Nestes primeiros quatro meses do ano, as famílias portuguesas estão a pagar menos pelos medicamentos do que no período homólogo”, salientou.

Paulo Duarte, presidente da Associação Dignitude, afirmou que o “projeto Abem”, que assinalou hoje o dia que entregou a primeira caixa de medicamentos, já ajudou 920 famílias, que se traduz em 2.113 beneficiários, sendo um quarto delas crianças.

“Este projeto congrega as entidades do setor social e da saúde, como a indústria farmacêutica, farmácias, Cáritas, Plataforma Saúde e Dialogo, a Confederação Nacional das IPSS e a União das Misericórdias Portuguesas, tendo como objetivo criar condições para que os portugueses não fiquem sem medicamentos devido às condições económicas. Um em cada cinco portugueses não tem condições para adquirir todos os medicamentos que necessita”, afirmou.

Segundo o governante, o projeto está em seis distritos e quer chegar aos 18 distritos do país e, de forma gradual, atingir as 50 mil pessoas.

“Precisamos de apoio e de fazer as coisas bem feitas. As famílias são referenciadas de acordo com a sua situação. Temos contributos das farmácias no programa, da indústria farmacêutica, de eventos, do envolvimento das autarquias e vamos envolvendo gradualmente mais entidades”, salientou.

LUSA/SO/SF

 

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