A perda de memória dos doentes com Alzheimer está associada a um bloqueio genético que faz com que muitos dos genes utilizados para criar memórias se “desliguem”.

Publicado na revista Cells Reports, um estudo da autoria de cientistas da MIT garante que é possível quebrar esses bloqueios genéticos no cérebro, travando a enzima responsável por esse processo.

A perda de memória acontece quando a enzima HCAC2 comprime os genes cerebrais da memória, até que estes se tornem incapazes de reter memórias e provoquem o esquecimento das aprendizagens já adquiridas.

Através da utilização de luzes LED, a equipa conseguiu bloquear a ação da enzima HCAC2 sem afetar outras enzimas e a partir daí reverter a perda de memória.

A indústria farmacêutica já tinha conseguido reverter a perda de memória, recorrendo a moléculas químicas. Contudo não conseguiu evitar efeitos secundários tóxicos, afastando assim a hipóteses de criar uma alternativa terapêutica.

Esta nova abordagem foi testada em ratos, mas principal autora do estudo, Li-Huei Tsai, afirma que a técnica pode ser eficaz em seres humanos.

SO/SF