Na mesma cerimónia foi ainda entregue o Prémio Daniel Serrão ao aluno que terminou o Mestrado Integrado de Medicina no ano lectivo de 2015/2016 com a melhor média final nas três escolas médicas do Norte do País, distinção que pretende honrar, estimular e premiar a qualidade da formação pré-graduada.

O médico, investigador e docente Bernardo Sousa Pinto, 23 anos de idade, é o distinguido com a edição deste ano do Prémio Daniel Serrão, prémio criado pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos e que distingue o aluno que terminou o Mestrado Integrado de Medicina no ano lectivo de 2015/2016 com a melhor média final nas três escolas médicas do Norte do País

O médico, investigador e docente Bernardo Sousa Pinto, 23 anos de idade, é o distinguido com a edição deste ano do Prémio Daniel Serrão, prémio criado pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos e que distingue o aluno que terminou o Mestrado Integrado de Medicina no ano lectivo de 2015/2016 com a melhor média final nas três escolas médicas do Norte do País

“A Ordem dos Médicos tem um papel importante na valorização da carreira médica e na defesa do ato médico no Sistema de Saúde português, quer seja no Sector Público como no Privado e Social”, refere António Araújo. O presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos salienta que no atual contexto a Ordem dos Médicos enfrenta desafios importantes, que requerem de posições firmes e objetivas. “A formação e o incentivo à investigação têm de ser desígnios de um país que se quer concorrencial e inovador, mas para esse efeito não pode conviver com leis desajustadas da realidade e criadoras de obstáculos”. Neste sentido, também “o financiamento deficitário e constantemente decrescente das faculdades de medicina, instituições de referência e manifesta qualidade internacional, em que os professores, na sua maioria médicos, são quase mecenas destas instituições de ensino, tem de ser revisto a curto prazo, sob pena de deixarmos de ter os melhores a contribuir para a qualidade de formação dos nossos estudantes, que serão os futuros médicos”. Ainda na formação, “a questão dos numerus clausus, que por questões populistas os governos em geral tem sido insensatos, urge ser corrigida sob pena de um número crescente de alunos não ter vaga de especialidade”.

A falta de financiamento, nomeadamente nas unidades de saúde do norte, é outro dos fatores de grande preocupação da Ordem dos Médicos. De acordo com António Araújo “o trabalho, a atitude, a disponibilidade e a qualidade do desempenho dos médicos é de enaltecer, porque mesmo perante os constrangimentos crescentes, a sua responsabilidade e sentido de missão na defesa do serviço de saúde de qualidade, tem levado a ultrapassar as dificuldades. No entanto, não podem os governos aproveitar-se constantemente desse sentido de missão da classe médica. Se queremos ter os melhores na tão apregoada defesa do Serviço Nacional de Saúde, temos de criar condições e não deixar também de investir em tecnologia e inovação, como está acontecer”.

O Dia do Médico de 2017 contou ainda com um momento dedicado à entrega do Prémio Corino de Andrade referente aos anos de 2012, 2015 e 2016 que distinguiu o 3B’s Research Group, a Dra. Maria de Belém Roseira e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, respectivamente.

Este Prémio, instituído em 2002 pela SRNOM, destina-se a galardoar pessoas singulares não médicas ou colectivas que se tenham notabilizado pela prestação de serviços relevantes à Medicina e aos médicos portugueses.

Comunicado de Imprensa/SO/SF