O ministro da Saúde destacou hoje a “capacidade e generosidade notáveis” dos profissionais de saúde e da sociedade civil, no apoio às vítimas dos incêndios da zona de Pedrógão Grande.

Adalberto Campos Fernandes visitou vários hospitais do país que estão a dar apoio a feridos e vítimas dos incêndios, considerando que a prestação de cuidados “está a funcionar bem”.

“Tudo aquilo que é da responsabilidade da prestação de cuidados do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a funcionar e está a funcionar bem e vamos aguardar que estas vítimas, algumas em situação mais difícil, possam estabilizar e vir a recuperar”, referiu.

Mais de 40 enfermeiros ofereceram-se como voluntários para ajudar as vítimas do incêndio da zona de Pedrógão Grande, estando a Ordem e a administração de saúde do centro a preparar a forma de distribuir estes profissionais.

A Ordem dos Médicos Dentistas ofereceu também ajuda às autoridades para a identificação dos cadáveres. Segundo o bastonário Orlando Monteiro da Silva, os médicos dentistas, sobretudo com formação na área da medicina legal, podem ajudar a identificar cadáveres através dos dentes, sendo um dos meios “eficaz e rápido” de identificação.

“Tem sido notável, ao longo do dia, a capacidade e generosidade da sociedade civil, das ordens profissionais, da União das Misericórdias Portuguesas. Queria sublinhar aquilo que é a riqueza maior deste país. Além da resposta pública, aquilo que tem sido a cooperação com o setor social, com as associações profissionais”, afirmou.

Para Campos Fernandes, “é um privilégio trabalhar num país que gera respostas” deste tipo, “uma corrente de solidariedade que está a surtir bons resultados” para tentar minorar o “imenso sofrimento a que foi exposto um conjunto muito grande de portugueses”.

O ministro elogia a atitude dos profissionais de saúde e do setor social, mas não se mostra surpreendido: “Só que não conhece o setor pode ficar surpreendido. Temos de sublinhar esta generosidade, de profissionais de saúde, de psicólogos, de assistentes sociais, do setor social, como a União das Misericórdias, que tem tido um papel importantíssimo”.

LUSA/SO/SF

 

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