Usando câmaras microscópicas no tecido vivo dos pulmões de ratos, os investigadores comprovaram que produzem dez mil milhões de plaquetas por hora, uma função pulmonar até agora desconhecida.

No estudo publicado ontem na revista científica Nature, postula-se que isto pode também passar-se nos pulmões dos seres humanos e os investigadores esperam poder chegar a conclusões sobre doenças em que as pessoas sofrem de falta de plaquetas, que servem para conter as hemorragias e reparar os tecidos.

Descobriram ainda uma fonte nova de células estaminais sanguíneas, capazes de repor a produção de sangue quando as da medula óssea se esgotam.

“Estas observações mudam os paradigmas existentes sobre a formação de células sanguíneas, a biologia do pulmão, doenças e tansplantes”, afirmou o pneumologista Guy A. Zimmerman, professor do departamento de Medicina Interna na faculdade de Medicina da Universidade do Utah.

O movimento das células estaminais sanguíneas entre os pulmões e a medula óssea sugerem que este tipo de célula é muito mais ativa do que se pensava até agora, indicou.

LUSA/SO

 

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