Uma mulher ostomizada de Amarante montou uma empresa para comercializar um modelo de saco de ostomia, “inovador em termos mundiais”, que desenvolveu para uso pessoal, avançou a própria, em declarações à Lusa.

O produto, já patenteado, surgiu quando, com o auxílio da mãe, procurava criar um modelo mais confortável para o seu problema de saúde, após uma intervenção cirúrgica a que foi submetida.

Léa Pinheiro, de 41 anos de idade, Presidente da ANOXV – Associação Nacional de Ostomizados, explicou que o Suporte Saco de Colostomia (SSC), como designou o produto, permite fazer uma vida normal a qualquer doente ostomizado.

O projeto foi um dos premiados no concurso “Tâmega Sousa Empreendedor” e está a ser trabalhado no âmbito do Gabinete de Apoio ao Empreendedor (GAE), da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), em Felgueiras.

A empresa tem como objeto social a produção e comercialização de acessórios para ostomia.

Segundo a empreendedora, comparativamente com a tradicional bolsa ou saco coletor que recebe as fezes ou a urina, o Suporte de Saco de Colostomia constitui “um avanço notável e inovador na área da saúde”.

O SSC tem em conta a proteção da pele da parede abdominal, reduzindo significativamente as alterações cutâneas circundantes do estoma. Assegura ainda uma distribuição uniforme do peso do saco e placa, pela cintura e dorso, eliminando a concentração no local do estoma.

“Promove, também, uma franca melhoria do aspeto estético, por esconder totalmente o conjunto saco/placa”, acrescentou.

Carla Pereira, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Empreendedor da ESTG, explicou o apoio que está a ser prestado à empreendedora, nomeadamente nas parcerias estratégicas para otimizar o processo de fabricação, na facilitação de contactos e na criação de uma plataforma para comercialização dos produtos através da Internet.

Está também a ser trabalhada uma estratégia de captação de investimento baseado no programa de incentivos da União Europeia.

Durante este mês, o novo produto estará disponível para encomendas ‘online’, enquanto se trabalha para que possa ser, no futuro, comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde.

SO/LUSA